terça-feira, 23 de abril de 2013

BRASIL PERDE R$ 20 BILHÕES POR ANO EM ACIDENTES DE TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL POR CONTA DAS DROGAS

 A construção civil é um dos  ramos que mais cresce no Brasil. Isso é um fator positivo para o Pais, pois aquece a economia e aumenta a oferta de empregos. Porém, no canteiro de obras ocorrem diariamente sérios acidentes de trabalho, provocados principalmente pela falta de uso, ou pelo uso inadequado de EPIS ( Equipamentos de Proteção Individual). Essa resistência a utilização desses equipamentos ocorre por excesso de confiança dos operários e por falta de fiscalização nas obras. Os maiores índices de acidentes estão relacionados à altura, ao manejo inadequado de objetos cortantes, ao risco de descarga elétrica e soterramento, que geralmente são ignorados. 

No entanto, existe um outro agravante que vem causando sérias preocupações: O uso de Drogas, principalmente o Àlcool, a cocaína e a maconha. Segundo estudos da OIT ( Organização Internacional do Trabalho), o Brasil é o quinto país no mundo em números de acidentes do trabalho, envolvendo operários usuários de drogas. Dos cerca de 500 mil registrados todos os anos, pelo o menos quatro mil acabam em óbito. Todos esses números representam perdas não só de mão de obra, mas também financeira para as empresas e até mesmo para quem contrata operários para uma reforma doméstica, pois nestas condições o proprietário da residência responde pelas consequências caso haja um acidente de trabalho. Segundo o BID ( Banco Internacional de Desenvolvimento), o Brasil perde ao ano cerca de r$20 bilhões por conta do absenteísmo , acidentes e enfermidades em decorrência do uso de drogas no segmento da construção cívil.

O alcoolismo e a dependência química são considerados como doenças graves e, quando não detectadas ou simplesmente serem omitidas, podem provocar consequências graves não só para os responsáveis pela obra e para os operários, mas sim para outras pessoas que não tenham nenhuma relação com o fato. Vale lembrar que acidentes de trabalho são negligencias tanto da empresa quanto do operário e, que em se tratando de empresa existem algumas entidades que auxiliam na fiscalização das obras que são o Sinduscom e o Sesi. Quanto as residências, cabe aos seus proprietários orientar para o não uso de entorpecentes e alcool durante a realização do trabalho. Uma outra dica é a de conscientizar é a de que um canteiro de obras também é um local de trabalho e não um local desregado para o consumo de Drogas.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

PUBLICADA NR 36

Com o nome de "Segurança e Saúde  no trabalho em empresas  de Abate  e processamento de Carnes e derivados", foi lançada hoje, no site do Ministério do trabalho. Muito aguardada, esta Norma Regulamentadora visa atender as Exigências em Segurança e Saúde do Trabalho em um setor que emprega milhares de trabalhadores em todo o País.  A Norma Regulamentadora pode ser consultada através do site http://portal.mte.gov.br/legislacao/normas-regulamentadoras-1.htm

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O QUE É TRABALHO

A palavra trabalhar vem do latim vulgar  tripaliare, que significa torturar, é derivado do latim clássico tripalium, antigo instrumento de tortura. Através dos tempos, o vocabulário trabalho veio sempre significando fadiga, esforço, sofrimento, cuidados, encargo (GUIMARÃES , 2004)

Os gregos utilizam duas palavras diferentes para definir o trabalho, ponos que se refere ao esforço e à penalidade, e ergon, que se designa a criação, a obra de arte. São obviamente definições contraditórias, que  indicam uma diferenciação de atividade humana.


O TRABALHO HUMANO

É um processo que se efetua entre os homens e a natureza, no qual os homens, valendo-se dos instrumentos de trabalho e com sua atividade dirigida a um fim, modificam os objetos da natureza de modo a satisfazer com eles suas necessidades.

Desde a pré-história o trabalho é requisito essencial para a existência humana e embora, supostamente, não houvesse remuneração pelas funções exercidas, já se podia reconhecer  a utilidade ou não do homem. 

O resultado do trabalho preexiste, idealizado na imaginação do trabalhador ( diferencia do trabalho humano do trabalho dos outros animais).

No trabalho, o homem, ao mesmo tempo em que se modifica a natureza modifica a sua própria natureza.

O processo de trabalho abarca três aspectos:

1.   A atividade do ser humano, dirigida a um fim, ou seja, o trabalho propriamente dito;
2.   O objeto sobre o qual o trabalhador atua;
3.   Os meios com os quais o ser humano atua sobre o referido objeto.



domingo, 14 de abril de 2013

DOMÍNIIOS DE ESPECIALIZAÇÃO DA ERGONOMIA

ERGONOMIA FÍSICA:  Está relacionada as características da Anatomia Humana, Antropometria, Fisiologia e Biomecânica em relação a atividade física. Em resumo, está ligada principalmente à POSTURA NO TRABALHO, MANUSEIO DE MATERIAIS, MOVIMENTOS REPETITIVOS.

ERGONOMIA COGNITIVA: Trata da Ergonomia nos aspectos mentais da atividade de trabalho. Está inteiramente relacionada a percepção, memória, raciocínio lógico e respostas motoras.

ERGONOMIA ORGANIZACIONAL: Está relacionada a otimização dos sistemas sócio-técnicos, estando incluídas as estruturas organizacionais, políticas e processos. Incluem também processos de comunicações, gerenciamento, organização do trabalho, projeto participativo, cultura organizacional, organizações em rede e Gestão da qualidade.

O QUE É ERGONOMIA ?

Segundo a revista Ergonomics Research Society, Inglaterra ( 1949), a Ergonomia é o estudo do relacionamento entre o Homem e o seu trabalho, equipamento e ambiente, e particularmente a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia na solução de problemas surgidos desses relacionamentos. Ou seja, é uma ciência que visa estabelecer o entendimento entre o Homem e as suas relações de trabalho. 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

CONSEQUENCIA DOS ACIDENTES

PARA O TRABALHADOR

Vítima principal. Causa o sofrimento físico que pode levar a incapacidade temporária ou permanente para o trabalho.

PARA A FAMÍLIA DO TRABALHADOR

Porque precisa arcar com os cuidados especiais no acompanhamento do acidentado, despesas assistenciais com o tratamento

PARA A EMPRESA

Gera problemas com o desempenho dos colaboradores, comprometimento na produção, atraso na entrega de produtos e comprometimento da imagem pública da empresa. Despesas extras com indenização ( se for o caso)

PARA A COMUNIDADE

Ocasiona aumento do custo de vida e dos impostos, desperdício e perdas irreversíveis da produtividade das pessoas, além do milhões gastos por ano com acidentes e doenças do trabalho.

CAUSAS DE ACIDENTES DO TRABALHO

ATOS INSEGUROS:

São causas de acidente de trabalho que residem exclusivamente no fator humano, isto é, aquele que decorre da execução de tarefas de forma contraria as normas de segurança, ou seja, a violação de um procedimento aceito como seguro, que pode levar a ocorrência de um acidente.

EXEMPLOS:

Brincadeiras no Trabalho
Usar Bebidas ou Drogas
Não usar Equipamentos de Proteção Individual

CONDIÇÕES INSEGURAS:

São aquelas que presentes no ambiente de trabalho, comprometem a segurança do emrpregado e a própria segurança das instalações e dos equipamentos.

EXEMPLOS 

Máquinas e equipamentos sem proteção
Ordem e Limpeza Deficiente
Excesso de Ruído

FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA
São fatores que podem levar os empregados a praticar atos inseguros.

EXEMPLOS:

Inaptidão para exercer o cargo
Problemas Familiares
Alcoolismo



terça-feira, 9 de abril de 2013

HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO



 NO MUNDO 



 Na civilização Greco-Romana, Aristóteles cuidou das enfermidades dos mineiros e tentava evitá-las. Hipócrates (o pai de medicina) identificou a origem das doenças relacionadas ao trabalho com as minas de estanho. Século XVI – Paracelso estudou as afecções dos mineiros. 1700 - Bernardus Ramazzini (o pai da medicina do trabalho) publicou sua obra “As doenças dos trabalhadores”. Em torno de 1760 surge a Revolução Industrial na Inglaterra, com o aparecimento das máquinas de tecelagem movidas a vapor (tear mecânico). O artesão e sua família passam a trabalhar nas fábricas. Podemos dividi-la em 3 fases: -1760 a 1830 - Se ateve praticamente a Inglaterra. Surgiram as primeiras máquinas movidas a vapor. -1830 a 1900 - difundiu-se pela Europa e América. Surgiram novas formas de energia: Hidrelétricas e novos combustíveis (gasolina) -1900 em diante – Várias inovações surgiram: energia atômica, meios de comunicação rápida, produção em massa. Alguns historiadores indicam a 4° fase, a partir da década de 50, com o advento dos computadores. 1802 - O parlamento inglês através de uma comissão de inquérito, aprovou a 1° lei de proteção aos trabalhadores: Lei de saúde e moral dos aprendizes, estabelecendo limite de 12 horas de trabalho/dia, proibindo o trabalho noturno. Obrigava os empregadores a lavarem as paredes das fábricas 2 vezes ao ano e tornava obrigatório a ventilação desses locais. 1831 - Na Inglaterra uma Comissão Parlamentar de Inquérito, elaborou um cuidadoso relatório, que concluía da seguinte forma: “Diante dessa Comissão Parlamentar desfilou longa procissão de trabalhadores homens e mulheres, meninos e meninas, abobalhados, doentes, deformados, degradados na sua qualidade humana, cada um deles é clara evidência de uma vida arruinada. Um quadro vivo da crueldade humana do homem para com o homem, uma impiedosa condenação imposta por aqueles que, detendo em suas mãos poder imenso, abandonam os fracos à capacidade dos fortes” 1844 – 1848 - A Grãn – Bretanha aprova as primeiras Leis específicas de Segurança do Trabalho e saúde pública. 1919 - Criação da OIT (Organização Internacional do Trabalho). 

O BRASIL É MEMBRO FUNDADOR
 
No Brasil em 1981, a preocupação prevencionista teve início com a Lei que tratava da proteção ao trabalho dos menores, em 23/01/1891 1919 - Criada a Lei n° 3724, de 15/01/19 – Primeira Lei brasileira sobre acidentes de trabalho. 1941 - Em 21/04/41, empresários fundam no Rio de Janeiro a ABPA – Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes. 1943 - CLT foi aprovada pelo decreto-Lei n°5452, em 01/05/43 (entrou em vigor em 10/11/43). Foi o instrumento jurídico que viria a ser prática efetiva da prevenção no Brasil. 1944 - Decreto-Lei n° 7036 de 10/11/44 promoveu a “reforma da Lei de acidentes de trabalho” (um desdobramento que contava no capítulo V do Título II da CLT. Objetivando maior entendimento à matéria e agilizar a implementação dos dispositivos da CLT referentes a Segurança e Higiene do Trabalho, além de garantir a “Assistência Médica, hospitalar e farmacêutica” aos acidentados e indenizações por danos pessoais por acidentes. Este Decreto-Lei, em seu artigo 82 criou as CIPA. 1953 - Decreto-Lei n° 34715, de 27/11/53 instituiu a SPAT (Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho) A ser realizada na 4° semana de Novembro de cada ano. Também em 1953 a Portaria 155 regulamenta e organiza as CIPA‘s e estabelece normas para seu funcionamento. 1955 - Criada a portaria 157, de 16/11/55 para coordenar e uniformizar as atividades das SPAT. Constando a realização do Congresso anual das CIPA durante a SPAT. O Título do Congresso passou em 1961 para Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho – CONPAT. A exclusão do CONPAT ocasionou a proliferação de Congressos e outros eventos. 1960 - A Portaria 319 de 30/12/60 regulamenta a uso dos EPI´s. 1966 - Criada conforme Lei n° 5161 de 21/10/66 a Fundação Centro Nacional de Segurança Higiene e Medicina do Trabalho, atual Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, em homenagem ao seu primeiro Presidente. Hoje mais conhecida como FUNDACENTRO. 1967 - A Lei n° 5316 de 14/09/67 integrou o seguro de acidentes de trabalho na Previdência Social. Também em 1976 surge a sexta lei de acidentes de trabalho, e identifica doença profissional e doença do trabalho como sinônimos e os equipara ao acidente de trabalho. 1972 - Decreto n° 7086 de 25/07/72, estabeleceu a prioridade da Política do PNVT-Programa Nacional de Valorização do Trabalhador. Selecionou 10 prioridades, entre elas a Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho. A Portaria 3237 do MTE de 27/07/72 criou os serviços de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho nas empresas. Foi o “divisor de águas” entre a fase do profissional espontâneo e o legalmente constituído. Esta portaria criou os cursos de preparação dos profissionais da área. 1974 - Iniciados enfim, os cursos para formação dos profissionais de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho. 1977 - A Lei n° 6514 de 22/12/77 modificou o Capitulo V do Título II da CLT. Convém ressaltar que essa modificação deu nova cara a CIPA, estabeleceu a obrigatoriedade, estabilidade, entre outros avanços. 1978 - Criação das NR – Normas Regulamentadoras, aprovadas pela Portaria 3214 de 08/06/78 do MTE, aproveitando e ampliando as postarias existentes e Atos Normativos, adotados até na construção da Hidrelétrica e Itaipu. Essa portaria representou um dos principais impulsos dados a área de Segurança e Medicina do Trabalho nos últimos anos. 1979 - Em virtude da carência de profissionais para compor o SESMT, a resolução n° 262 regulamenta a criação de cursos em caráter prioritário para esses profissionais. 1983 - A Portaria n° 33 alterou a NR 5 introduzindo nela os riscos ambientais. 1985 - A lei n° 7410 de 27/11/85 Oficializou a especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e criou a categoria profissional de Técnico em Segurança do Trabalho, até então os únicos profissionais prevencionistas não reconhecidos legalmente. Dava prazo de 120 dias para o MEC os currículos básicos do curso de especialização em Técnico de Segurança do Trabalho. Mas somente em 1987, através do parecer 632/87 do MEC, foi estabelecido o curso de formação de TST em vigor. 1986 - A lei n° 7498/86 regulamenta as profissões Enfermeiro, Técnico em Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem. 1986 - A Lei n° 9235 de 09/04/86 regulamentou a categoria de Técnico de Segurança do Trabalho. Que na década de 50 eram chamados de “Inspetores de Segurança”. 1990 - O quadro do SESMT NR 4 é atualizado. O SESMT a partir de então é formado por: - Engenheiro de Segurança do Trabalho; - Médico do Trabalho; - Enfermeiro do Trabalho; - Auxiliar de Enfermagem do Trabalho; - Técnico em Segurança do Trabalho. 1991 - Lei 8.213/91 estabelece o conceito legal de Acidente de Trabalho e de Trajeto e nos artigos 19 a 21 e no artigo 22 também estabelece a obrigação da empresa em comunicar os Acidentes do Trabalho as autoridades competentes. Foi posteriormente alterado pelo Decreto nº 611, de 21 de julho de 1992. 2001 - Entra em vigor a Portaria n° 458 de 4 de Outubro de 2001 e fica proibido a partir de então, o trabalho infantil no Brasil. 2012 - A presidente do Brasil institui através da Lei nº 12.645, de 16 de maio de 2012 o dia 10 de outubro como o Dia Nacional de Segurança e de Saúde nas Escolas. Para finalizar, esse vídeo que conta mais um pouco sobre essa longa História, que aliás, é escrita até hoje.

ACIDENTE DE TRAJETO

No percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. Aqui se caracteriza o trajeto normal do empregado, da residência para o trabalho e vice-versa. Deve-se atentar para o itens a seguir, conforme sistemática adotada pelo INSS, para caracterização do acidente de trajeto.

Trajeto Normal: É o caminho diariamente percorrido pelo empregado, não precisando ser necessariamente o mais curto. Pode ainda, não ser o normal, mas o obrigatório.

Tempo de Percurso Normal: Atentar para o tempo que o empregado, diariamente faz o percurso, ou tempo do desvio obrigatório.

Condições para o trajeto normal: Atentar para as condições físicas, tráfego, etc..; para que o empregado possa fazer o trajeto normal.

Atividade no Momento do Acidente: Notar que o empregado, ao sair da sua residência para a empresa ou vice-versa, tem como o objetivo o trabalho ou a residência. Caso o empregado saia da empresa para a residência, resolvendo ir visitar um parente, um amigo, ir ao supermercado, etc...; está extinta a atividade normal do trajeto.

DOENÇA PROFISSIONAL

É aquela adquirida no serviço em função das condições ambientais de trabalho, ou seja, é própria da profissão do trabalhador,exemplos:  

Silicose-devido à poeira da sílica, trabalho em pedreiras, britagem e outras operações que desprendem poeira de sílica. 

Siderose- devido ao ferro, presente em minas de ferro, hematita e operações com solda elétrica.

Asbestose- Causada pelas partículas do amianto durante a extração e fabricação de telhas, caixas para água , etc.


PUBLICADA NORMA BRASILEIRA DE ILUMINAÇÃO EM LOCAIS DE TRABALHO


Essa nova norma brasileira especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho. A Norma ABNT NBR ISO/CIE 8995-1, apresenta adicionalmente quatro anexos informativos, elaborados com o intuito informar detalhes referentes aos requisitos desta Norma.
A norma cancela e substitui as normas ABNT NBR 5413 (Iluminância de interiores), com última revisão em 1992 e a ABNT NBR 5382 (Iluminação de ambientes de trabalho), que havia sido inicialmente publicada em 1977 e que se encontrava sem atualização há 28 anos (desde 1985).
A Comissão de Estudo CE-03:034.04 (Aplicações Luminotécnicas e Medições Fotométricas) do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei) foi a responsável pela elaboração dessa norma e contou com a participação de mais de 60 profissionais representantes da Abilux, CIE Brasil, Eletrobras, Procel, Inmetro, Fundacentro, empresas projetistas de sistemas de iluminação, fabricantes de equipamentos de iluminação, laboratórios de ensaios e concessionárias de energia elétrica.
O texto da ABNT NBR ISO/CIE 8995-1 é idêntico (em conteúdo técnico, forma e apresentação) ao da Norma Internacional ISO/CIE 8995-1: Lighting of work places – Part 1: Indoor, elaborada em conjunto com a CIE (Commission Internationale de l’Eclairage). Desta forma, são aplicáveis por meio da normalização técnica nacional sobre este tema, os mesmos requisitos, experiências, boas práticas e lições aprendidas sobre qualidade, segurança, desempenho, confiabilidade e eficiência que são aplicados internacionalmente pelos demais países que utilizam as normas da ISO. A norma brasileira será revisada sempre que houver atualização na respectiva norma internacional.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

MANUAL AUXILIA NA AVALIAÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS


Da Fundacentro
A Fundacentro lançou no final de fevereiro a publicação Avaliação Qualitativa de Riscos Químicos. O material apresenta uma ferramenta para avaliar o risco químico e sugere medidas básicas de controle. Pequenas e médias empresas que utilizam esses produtos são o público alvo. O objetivo é que essas substâncias sejam manuseadas com segurança, e a exposição dos trabalhadores controlada. 
Conhecida como International Chemical Control Toolkit – ICCT, a ferramenta de avaliação descrita nessa publicação é resultante da colaboração entre a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a IOHA (International Occupational Hygiene Association) e o HSE (Health and Safety Executive, UK). “A ferramenta utilizada para fazer a avaliação do risco é baseada no conceito conhecido como control banding e foi desenvolvida para o manuseio de produtos químicos na forma líquida e pó. Tanto a OIT como a OMS reconheceram o potencial desta abordagem de controle e iniciaram um processo para adaptá-la e promovê-la internacionalmente. A Fundacentro, centro colaborador da OMS, assumiu o compromisso de desenvolver o projeto e publicar os manuais”, explica a doutora em química e pesquisadora da Fundacentro, Marcela Gerardo Ribeiro.
A metodologia está dividida em cinco etapas. A primeira delas é a determinação da toxidade do produto. Para tanto, basta consultar o rótulo dele ou a FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos). Em seguida, determinam-se a quantidade utilizada, a propagação no ambiente, a medida de controle adequada e as fichas de controle específicas.
“O próprio empregador pode começar o processo. A ferramenta permite a condução da avaliação. Os dados solicitados constam no rótulo do produto, na FISPQ e na própria empresa, pois são dados do processo. É o começo do diagnóstico e se sugerem medidas básicas de controle. Para processos mais complexos e substâncias mais perigosas, essas orientações não bastam”, alerta Marcela Ribeiro. 
A Fundacentro iniciou esse projeto em 2005. Outros dois manuais já foram produzidos. Um com orientações básicas para o controle da exposição a produtos químicos em fundições, e o outro voltado para gráficas. As três publicações adaptam a metodologia internacional à cultura e à legislação local.
“Nosso trabalho foi fazer essas adaptações e verificar se o material podia ser compreendido tanto por trabalhadores quanto por profissionais de SST”, diz Marcela. Ela é autora da obra juntamente com o pesquisador e doutor em química, Walter dos Reis Pedreira Filho, e com a secretária executiva da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional – RBSO, Elena Elisabeth Riederer.
Para acessar os manuais basta ir até o portal da Fundacentro e clicar em Publicações. O link direto para baixar a nova obra é http://www.fundacentro.gov.br/dominios/CTN/indexPublicacao.asp D=CTN&Pagina=Publicacoes&?D=CTN&C=2177&menuAberto=196  

Os interessados em obter a versão impressa podem entrar em contato com a Biblioteca da Fundacentro pelo e-mail biblioteca@fundacentro.gov.br

domingo, 7 de abril de 2013

PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO


A Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho  foi elaborada por uma Comissão Tripartite entre o governo, as principais organizações que representam empregadores (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, Confederação Nacional da Indústria, Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e Confederação Nacional do Transporte) e pela representação dos trabalhadores (Central Única dos Trabalhadores, Central-Geral dos Trabalhadores do Brasil, Força Sindical, Nova Central Sindical dos Trabalhadores e União Geral dos Trabalhadores). A formalização se deu por Decreto assinado pela Presidenta Dilma Rousseff, no dia 7 de novembro de 2011 (Decreto nº 7.602).
 O esforço conjunto está de acordo com a Convenção n.º 155 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dispõe sobre Segurança e Saúde dos Trabalhadores e o Meio Ambiente de Trabalho e estabelece o dever do Estado-Membro de elaborar uma política nacional sobre o tema; e o Plano de Ação Mundial sobre a Saúde dos Trabalhadores da Organização Mundial da Saúde (OMS), que reforça a necessidade de uma política com coordenação intersetorial das atividades na área.
 NA PRÁTICA - A execução das diretrizes está embasada na atuação dos órgãos governamentais envolvidos por meio de plano de ações. Formado por oito objetivos, este plano é dividido em tarefas de curto, médio e longo prazo, além de um conjunto de tarefas de caráter permanente.
 Para a rotina do trabalhador, por exemplo, serão adotados dispositivos legais e princípios comuns de saúde e segurança no trabalho (SST) para todos os trabalhadores (do setor público e privado), independentemente de sua inserção no mercado, com elaboração, aprovação, implementação e fiscalização conjunta do poder público, em processo dialogado com as organizações dos empregadores e dos trabalhadores.
 Um ponto que afirma o viés intersetorial é a padronização dos critérios quanto à caracterização de riscos e agravos relacionados aos processos de trabalho e construção de banco de dados relativo aos indicadores de gestão. Isso significa que os três ministérios irão compartilhar informações para fomentar as práticas pertinentes à área.
 A educação continuada é uma das diretrizes a ser seguida com a inclusão de conhecimentos básicos em prevenção de acidentes e SST no currículo do ensino fundamental e médio da rede pública e privada, bem como a revisão de referências curriculares para a formação de profissionais em saúde e segurança no trabalho, de nível técnico, superior e pós-graduação.

sábado, 6 de abril de 2013

PRIMEIROS SOCORROS- PARTE 2


CONCEITO DE ACIDENTE DE TRABALHO




Acidente de trabalho é o acontecimento fortuito que ocorre pelo exercício do trabalho, provocando lesão corporal, distúrbio psicológico ou perturbação funcional e que causa a perda ou redução, temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho ou a morte.
Segundo 'Lei n. 8.213/91, em seu art. 19, acidente de trabalho "é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício da necessidade de utilizar solventes orgânicos, de exercer atividades em turnos, de trabalhar em ambientes hiperbáricos, entre outros, revelam que o trabalho, assim como a vida, sempre traz algum risco. trabalho dos segurados referidos rio inciso VII do art. Em relação à indenização devida pela Previdência Social, à regra é da responsabilidade objetiva, pautada pela teoria extrema do risco integral, vale dizer: ainda que o trabalhador tenha dado causa ao acidente, fará jus à indenização.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

CANCELADA NBR 5413:1992 DA ABNT



A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas cancelou, em 21/03/2013, a norma ABNT 
NBR5413:1992, que trata da iluminância de interiores sendo substituída pela norma ABNT NBR 
ISSO/CIE 8995-1:2013. 
A nova norma da ABNT trata da iluminação de ambientes de trabalho (interior) e agora se 
torna parâmetro para aplicação técnica em projetos e padrão de avaliação de iluminância nos 
ambientes ocupacionais.
A Norma Regulamentadora nº. 17 do Ministério do Trabalho e Emprego que trata da 
Ergonomia remete em seu item “17.5.3.3” que os níveis mínimos de iluminamento a serem 
observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, 
agora cancelada.
Resta agora ao MTE publicar uma Portaria efetuando a devida atualização.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

SEGURANÇA DO LAR


CARTILHA DE SEGURANÇA DO LAR


ELETRICIDADE:
Ter contato com eletricidade , quando se desconhecem os seus princípios, suas causas ,seus efeitos e seus perigos é tarefa que pode ocasionar severos riscos pessoais e materiais.
A eletricidade é conduzida através de condutores (fios) e consumida em nossas casas por eletrodomésticos, na iluminação, etc. Ao fuir, a energia elétrica se desloca de um ponto a outro do circuito, da mesma forma que a água se desloca nos canos: ela é pressionada através dos fios como a água nos canos e os condutores resistem à passagem da corrente da mesma forma que os canos resistem a passagem de água.
A quantidade de energia que se desloca é medida em unidades que chamamos de Amperes. A pressão com que flui a energia nos condutores é medida em unidades que chamamos de Volts. A resistência que se opõe à passagem da energia no condutor é chamada de resistência ôhmica e é medida em Ohms.
Existe uma relação entre estes valores através da Lei de Ohm, que é de fundamental importância para que se entenda o choque elétrico, a causa mais freqüente de acidentes com a eletricidade.
Nosso corpo, embora não seja um excelente condutor de eletricidade, apresenta características de condutor. Quando uma corrente passa através do corpo humano, provoca os efeitos que chamamos de " choque elétrico" .A intensidade do mesmo terá uma gravidade que depende dos seguintes fatores:
  • Intensidade da corrente;
  • Tempo de exposição da pessoa à corrente;
  • Freqüência da corrente;
  • Percurso da corrente no corpo;
  • Sensibilidade individual.
Os efeitos que vão desde o formigamento, passam pela lesão muscular, queimaduras e vão até causar a morte, também são influenciados pela condições ambientais, como umidade, suor, isolamento, etc.
Ao analisarmos as causas dos acidentes com eletricidade, vemos que na maioria das vezes ocorre uma condição insegura e o desconhecimento ou negligência aos princípios fundamentais sobre os fenômenos elétricos.
Entre as condições inseguras citamos os contatos acidentais que causam choques e curto-circuitos. Ocorrem por emendas mal feitas; fios sem isolamento; fios soltos sobre as superfícies de trânsito; equipamentos de baixa qualidade; equipamentos não protegidos. Oscontatos defeituosos dificultam a passagem da corrente elétrica e são geralmente causados por soldas deterioradas ou mal feitas, fios amarrados sem cuidados.
As sobrecargas geram calor excessivo nos circuitos e são, geralmente, causadas pela ligação de diversos aparelhos em um mesmo circuito.
Para evitarmos atos inseguros devemos praticar atos seguros:
  1. Evitar tocar em fios sem saber se estão ligados na rede elétrica, muito menos se estiverem desencapados;
  2. Aterrar os equipamentos de maior potência, como geladeira, forno de microondas e ar condicionado: qualquer defeito no circuito elétrico pode conduzir corrente para a carcaça, causando choque;
  3. Revisar as instalações elétricas da casa regularmente por pessoa habilitada;
  4. Evitar benjamins e não ligar vários aparelhos na mesma tomada;
  5. Usar sapatos em casa, de preferência com solado de material isolante, como borracha;
  6. Colocar protetores nas tomadas para prevenir choques em crianças;
  7. Desligar disjuntores sempre que for mexer na rede elétrica da casa, mesmo para trocar uma lâmpada;
  8. Nunca tentar consertar aparelhos elétricos e eletrônicos em casa;
  9. Nunca mexer em conexões e fios de extensão ligados na tomada;
  10. Isolar as instalações do material combustível;
  11. Não usar fusíveis de capacidade acima da indicada;
  12. Não colocar arames ou moedas no lugar de fusíveis;
  13. Nunca deve haver qualquer aparelho elétrico ao alcance de quem se encontra imerso em uma banheira ou piscina ou em banho de chuveiro;
  14. Com as mãos, roupas ou calçados molhados, não mexer em eletricidade;
  15. Crianças não devem soltar pandorgas perto de fios de eletricidade;
  16. Não deixe ventiladores ligados ao alcançe de crianças;
  17. Ao sair de casa verifique se eletrodomésticos, tais como rádios, ar condicionado , aparelhos de som e aquecedores elétricos estão desligados;
  18. Nunca use um fio ligado diretamente na tomada sem a flecha;
  19. Nunca puxe pelo fio ao desligar aparelho da tomada.
  20. A fiação elétrica deve ser embutida em letrodutos (conduítes) ou deve estar fora do alcance de pessoas.
PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS:
O fogo surge da combinação simultânea de um combustível (o que queima), o calor e o oxigênio.
Quando uma substância combustível se aquece, em determinada temperatura crítica, ela se inflamará e continuará queimando enquanto houver combustível, temperatura adequada e oxigênio no ambiente.
Os três elementos citados formam o que se chama de triângulo do fogo: se algum deles for eliminado ou isolado dos demais, não ocorrerá o fogo.
O calor pode ser eliminado por resfriamento. O oxigênio por abafamento. O combustível, mantendo-o em um local onde não haja calor suficiente para a sua inflamação.
O fogo gera calor, que pode causar a combustão ou a fusão dos materiais atingidos e danos como trincas e rachaduras nas estruturas.
Na extinção do fogo podemos:
  • ELIMINAR O CALOR: quando o principal agente é a água, podendo ser usada sob a forma de jato pleno, pulverizada ou com jato de água e espuma.
  • ELIMINAR O OXIGÊNIO: quando se provoca o abafamento, cobrindo-se o local com material incombustível como a espuma química, pó químico seco, gás carbônico e agente mecânico.
  • RETIRADA DO MATERIAL COMBUSTÍVEL. 
Regras de Prevenção:
01. Não estocar materia junto aos extintores e hidrantes;
02. Não sobrecarregar instalações elétricas;
03. Apagar fósforos e cigarros antes de jogá-los fora;
04. Transportar e guardar líquidos inflamáveis em recipientes apropriados, inquebráveis e tapados;
05. Não jogar líquidos inflamáveis em esgotos, ralos, etc;
06. Armazenar o botijão de gás em local fresco e ventilado;
07. Ao sentir cheiro de gás, não acenda a luz, nem fósforos. Abra todas as portas e janelas e remova o botijão para um local ventilado.
08. A válvula de comando do fogão à gás só deve ser aberta depois de aceso o fósforo;
09. Ao utilizar o forno verificar se não existe gás acumulado por vazamento;
10. Ao se ausentar da casa, deixe a válvula do botijão fechada;
11. Não amolecer cera de assoalho no fogo;
12. Não fabricar cera líquida em casa acrescentando gasolina ou solvente.
PRODUTOS QUÍMICOS:
Grande número de produtos químico são utilizados no lar, tornando-se necessário o conhecimento dos efeitos dos mesmos para que se evitem danos à saúde:
A) FATORES QUE AUXILIAM O SURGIMENTO DE DOENÇAS:
  • tempo de exposição: quanto maior a exposição de uma pessoa aos produtos químicos, maiores as possibilidades deste produto causar danos à saúde.
  • concentração do agente: quanto maiores as concentrações dos agentes, maiores são as chances de alterarem a saúde.
  • toxicidade: algumas substâncias são mais tóxicas que outras, se comparadas a uma mesma concentração.
  • forma com que o contaminante se apresenta: se é um gás, um líquido, vapor, etc. Isto tem relação com a forma de entrada deste tóxico no organismo.
  • susceptibilidade individual: algumas pessoas são mais sensíveis que outras a determinados agentes químicos .
B) VIAS DE ABSORÇÃO DE MATERIAIS:
  • 01) Por inalação: quando se está em ambiente contaminado ,pode-se absorver a substância nociva pela respiração.
  • 02) Pela pele: certas substâncias podem entrar no organismo pela pele, mesmo que o ocontato seja breve, mesmo sem ferimentos.
  • 03) Por ingestão: esta via de penetração ocorre ou por refeições em locais contaminados ou por não ser realizada higiene das mãos antes das refeições.
C) EFEITOS NO ORGANISMO:
  • IRRITAÇÃO dos olhos, nariz, garganta, pulmões ou pele, geralmente causada por produtos na forma de gás ou vapor, como vapores deácidos, amoníaco, solventes (thinner), cimento, poeiras, etc.
  • ASFIXIA que ocorre por deficiência de oxigênio no organismo. São exemplos de asfixiantes o monóxido de carbono(onde tem fumaça ele está), dióxido de carbono, acetileno, metano, etc.
  • ANESTESIA que é provocada por certos gases ou vapores que, após inalados, causam sonolência ou tonturas. Exemplos: éter etílico, acetona, triclo-rotetileno, clorofórmio, etc.
  • 04. INTOXICAÇÕES que podem ser agudas ou crônicas. O benzeno, por exemplo, pode causar aplasia de medula e leucemia. O tricloroetileno lesões no fígado e rins.
D) PREVENÇÃO:
  • seguir sempre a orientação adequada no manuseio destes produtos.
  • Inseticidas devem ser mantidos em locais próprios, longe de alimentos, fora do alcance de crianças e identificados com rótulos visíveis.
  • Evitar usar inseticida sob a forma de vapor, aerosol ou fumaça em ambientes fechados com a presença de pessoas. Aerosóis usados perto do fogo podem explodir.
  • Usar raticidas somente em locais isolados, distante de animais domésticos e pessoas. Somente liberar o acesso ao local após limpeza do ambiente.
  • Fumaça e gases provenientes da queima de borracha, plástico, cloro, solventes, detergentes, papel, etc. contém substâncias tóxicas. Eliminar a fonte da fumaça e ventile o ambiente.
  • Não guardar produtos como soda cáustica, querosene, detergentes, álcool, água saniária, thinner, amoníaco e desinfetantes em geral embaixo da pia, tanque ou na parte baixa de armários, pois são locais de fácil acesso para crianças.
  • Não reutilizar embalagens de produtos de limpeza. 08) O uso de qualquer medicamento deve ser feito com orientação médica. Guardar fora do alcance de crianças. Os psicotrópicos (tranqülizantes, hipnóticos, etc) devem ser trancados.
  • Não ligar o automóvel em garagem fechada.
  • Evitar a permanência de pessoas perto da descarga de veículo.
  • Manter plantas tóxicas em locais inacessíveis a crianças.
  • Não manter produtos tóxicos em garrafas de refrigerantes ou embalagem de guloseimas.
  • Não comprar enlatados cujas embalagens estejam velhas, estufadas ou enferrujadas.

COZINHAS:
Junto com banheiros e escadas são os locais mais perigosos no lar.

a) Crianças não devem permanecer na cozinha.

b) Não transportar vasilhames com água quente da cozinha para o banheiro. Misturar a água na própria cozinha, pois sempre há o risco de esbarrar em alguém ou algo, se queimar ou queimar outras pessoas.

c) Posicionar-se corretamente diante do fogão: não expor o rosto a vapores dos líquidos ou frituras.

d) Nunca usar frigideiras, panelas ou outros com o cabo solto.

e) Os cabos das panelas devem estar posicionados para a parte de dentro do fogão, evitando que elas caiam sobre seu corpo.

f) Usar sempre um mexedor de frituras com o cabo longo.

g) Evitar salpicar água sobre o óleo fervente.

h) A panela de pressão é um equipamento delicado. O vapor interno provoca queimaduras e até explosão. A panela só pode ser aberta após resfriada.

i) Facas, chaves de fenda e assemelhados, não devem ser utilizados como abridor de latas.

j) Quando objetos de vidro, porcelana, lâmpadas quebrarem, reúna imediatamente os cacos e coloque-os em local apropriado, evitando deixá-los espalhados.

l) Facas afiadas e outros objetos perfurantes devem ser guardados em local apropriado, fora do alcance das crianças.

m) Nunca trabalhar na cozinha com bebê no colo.

ARMAS DE FOGO:
a) Não deixar armas de fogo ao alcance de crianças.

b) Não se exercitar com armas fogo na presença de crianças.

c) Residindo em local de risco, condicionar crianças a se jogar no chão permanecendo quieta, em circunstâncias de tiroteio.

d) Só fazer limpeza de arma de fogo em oficina especializada.

e) Ao guardar arma de fogo, retire a munição.

AFOGAMENTOS:
a) Em piscinas e riachos deve-se estar sempre atento ao movimento de crianças.

b) Colocar bóias nas crianças que não sabem nadar.

c) Quando a profundidade for superior à altura das crianças, não permitir que elas andem agarradas nas bordas sem que estejam devidamente protegidas.

d) Fossas abertas também oferecem risco de acidentes.

e) Não deixar banheira, tanque ou tonel cheios de água descobertos e ao alcance de crianças.

f) Não permitir que crianças com menos de dois anos usem banheiras na ausência de adulto.

g) Utilizar redes protetoras de piscinas, todas as vezes que a mesma não estiver em uso.

h) Ao utilizar pequenas embarcações, usar salva-vidas.

ANIMAIS DOMÉSTICOS:
a) Vacinar animais domésticos, como cães e gatos, anualmente.

b) Condicionar crianças a não provocar cães e gatos.

c) Condicionar crianças a não brincar com cães e gatos desconhecidos.

d) Em caso de dúvidas sobre a contaminação com o vírus da raiva, manter o animal sob observação por dez dias.

e) Se animal apresentar sintomas da raiva, fugir, ou morrer, providenciar, imediatamente, o tratamento anti-rábico da vítima.

ANIMAIS PEÇONHENTOS:
a) Evite andar em áreas de matagal, lixo acumulado, restos de material, pois os animais ditos peçonhentos como cobras, aranhas e escorpiões, gostam de se esconder em tais locais.

b) Mantenha o espaço ao redor da casa sempre limpo e se por necessidade precisar andar em áreas de matagal, usar calçados fechados, ou, de preferência, botas de couro de cano longo.

c) Evitar cultivar bananeiras ou folhagens muito próximo da residência.

d) Ao entardecer, hora que escorpiões e aranhas entram em residências proteger as frestas de janelas e portas com sacos de areia longos e de pequeno diâmetro.

e) Ao mexer com folhas, lixo, palha ou lenha, usar luvas de couro.

f) Onde tem ratos, tem cobras. Fechar buracos em muros,portas e janelas.

g) Enterrar o lixo.

h) Ao calçar sapatos ou botas em locais onde existem cobras, ver se não tem uma dentro.

ALTURAS:
a) Tenha cuidados ao fazer a limpeza em janelas de vidro situadas em altura perigosa. Nunca suba ou se debruce sobre a janela e evite expor o corpo correndoriscos de queda. Não deixe que objetos móveis fiquem próximos de janelas nem esqueça de colocar grades ou redes de proteção.

b) Quando precisar subir em altura desejada, não improvisar com caixotes, bancos, pias, lavanderias, vasos sanitários, bidés, beliches e assemelhados. Use uma escada, que é um instrumento de grande utilidade no lar. Antes, verifique se a mesma está em boas condições de uso. Cuidar o piso onde ela vai ser instalada.

SUFOCAÇÃO:
a) Selecionar os brinquedos da criança, para que não apresentem partes quebráveis ou destacáveis, que possam caber na boca da criança.

b) Evitar que a criança brinque com pequenos objetos que possam ser engolidos, aspirados ou introduzidos no nariz ou nos ouvidos.

c) Impedir que a criança brinque com sacos plásticos ou com talco, para evitar sufocação ou aspiração.

d) Condicionar a criança para não levar brinquedos e pequenos objetos à boca.

EDIFICAÇÕES:
a) PISOS E PAREDES:
Não devem apresentar saliências nem depressões, para não prejudicar a circulação de pessoas. Os pisos, corredores e passagens com risco de escorregamento deverão ser revestidos com material anti-derrapante.
Os pisos e paredes, sempre que possível, devem ser impermeabiliza dos e protegidos contra a umidade.

b) RAMPAS:
Devem possuir largura mínima de 0,80 m, com inclinação máxima de 15° e terem corrimão a 1,00m de altura, a contar do piso da rampa. O piso das mesmas deve ser de material anti-derrapante.

c) ESCADAS:
Devem ser construídas com largura mínima de 0,80m, e, quando ultrapassar 2,5 m de altura, deverá possuir um patamar no meio, com dimensões mínimas de 0,80m por 0,80m. Os degraus devem conservar a proporção conveniente em que o piso do degrau não seja menor que 0,27m, o espelho do degrau não deve ter altura superior a 0,18m e o piso deve ter material anti-derrapante. Corrimão a 1,00m de altura do piso e a inclinação deve ser de 30°a 35°.

d) MEZANINO:
É o pavimento intermediário, resultante da subdivisão vertical de ambientes, deve ter pé-direito não inferior a 2,50m, acesso por escada permanente e possuir guarda-corpo.

e) FORNOS:
Devem ser sólidos, revestidos de material refratário, tendo nas faces externas, material de baixa emissão de calor como pintura em cor alumínio. Instalação em local adequado que evite acúmulo de gases e altas temperaturas.

QUEIMADURAS:
a) Testar sistematicamente a temperatura da água, antes do banho do bebê.

b) Não deixar fósforos, isqueiros, lamparinas, velas e candeeiros acesos ao alcance da criança.

c) Não deixar substâncias combustíveis, como álcool, éter, gasolina, que rosene e outros ao alcance da criança.

d) Proibir as crianças menores de oito anos de acender o aquecedor do banheiro ou outro aparelho a gás.

e) certificar-se que a criança com mais de oito anos sabe acender e apagar corretamente o aquecedor a gás.

f) Condicionar a criança a não bricar com fogo, fogos de artifício e combustíveis.

g) Praticar com as crianças exercícios simulados de evacuação do prédio em chamas.

ELEVADORES:
a) Ao ter acesso a elevadores, verifique se o mesmo está em seu andar, não sobrecarregue o mesmo e, caso apresente algum defeito, interdite-o;

b) Realizar manutenção preventiva.

FERIMENTOS:
a) Evitar, sempre, bricadeiras com objetos cortantes e perfurantes, procurando manuseá-los com cuidados. À proporção em que as crianças crescerem, ensinara usar adequadamente tais objetos.

b) Sendo necessário reutilizar latas vazias, eliminar suas partes cortantes e as latas que estejam enferrujadas.

c) Evitar carregar objetos que impedem a visão.

d) Colocar grades protetoras em janelas, varandas e terraços de apartamentos e nas partes elevadas das casas.

e) Bloquear escadarias com obstáculos para as crianças menores.

f) Não deixar objetos e ferramentas cortantes, contundentes, penetrantes e abrasivas ao alcançe das crianças.

g) Condicionar a criança a não se expor a riscos de quedas de móveis, escadarias ou brinquedos em play-grounds.

BANHEIROS:
a)Chuveiros elétricos devem ter aterramento.

b)Aquecedores a gás colocados dentro do banheiro é uma conduta de risco, pois pode ocorrer vazamento de gás ou pode haver consumo do oxigênio da peça, ambas as situações fatais para o ser humano.

MANUSEIO, LEVANTAMENTO, TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS:
O levantamento manual de cargas deve ser feito de modo correto, para que sejam evitados danos à saúde. Verificar, sempre, o tamanho, forma, peso e distância a ser percorrida pelo carregamento.

Ao erguer um peso, a pessoa deve se abaixar flexionando os joelhos até em baixo, sem curvar a coluna. Se o objeto for volumoso e pesado, deve-se trazê-lo junto ao tronco. Se for possível, ao invés de carregar, colocar em carrinho.

Ao elevar um peso, colocar ou retirar de prateleira ou armário, se tiver que elevar o peso acima da cabeça, haverá agressão à coluna cervical e lombar: deve-se apoiar o peso no corpo e subir em uma escada ou banquinho para depositar o peso adequadamente.

Quando realizar atividade com os braços elevados, como pendurar roupa no varal, deve-se manter os braços na altura dos ombros ou, no máximo, na altura da cabeça, utilizando uma escada ou banco para evitar a hiperlordose (flexão para frente) lombar.

TRABALHOS DOMÉSTICOS:
Ao se trabalhar sobre mesa ou balcão, evitar ficar com o tronco totalmente inclinado: a mesa ou balcão devem ter a altura suficiente para não exigir a inclinação. Ao se utilizar da pia, lavar roupa ou quando ficar muito tempo em pé, aconselha-se o uso de um banquinho ou um apoio que permita a colocação alternada dos pés o que evita fadiga excessiva.

Ao fazer a cama, inclinar-se curvando os joelhos. Ao varrer, passar aspirador de pó, evitar "torcer" a coluna para apanhar algo que ficou atrás.

Ao realizar atividades de jardinagem, agachado, procurar flexionar os joelhos, mantendo as costas retas e, se for possível, apoiar uma das mão nos joelhos. Outra alternativa é ajoelhar-se sobre uma das pernas e apoiar o tronco sobre uma das coxas alternandamente.

Ao sentar, o encosto da cadeira deve ser amplo e reto ,dando apoio à coluna. Deve existir mecanismo de ajuste da altura da cadeira, ou colocação de apoio para os pés .As pernas devem permanecer embaixo da mesa e os braços devem ficar juntos ao corpo. Nas refeições, não se curvar sobre a mesa e procurar apoiar os pés no chão.

Assitir televisão, de preferência, sentado em cadeira ou poltrona que permita manter a coluna bem acomodada. Ver deitado só se a televisão estiver colocada bem no alto.

Para realização de trabalhos manuais, como tricô, utilizar uma cadeira que tenha apoio para os braços ou, então, fazer sobre uma mesa, evitando permanecer como braços estirados, tensionando a musculatura cervical e dorsal.

HOBBIES:
a) Tesouras devem estar sempre bem afiada e os serrotes travados sufucientemente para desenvolver um trabalho seguro;

b) Formão deve estar bem afiado e bem presos no cabo;

c) Martelos com orelhas perfeitas, batente plano, cabo sem aspereza e/ou rachaduras e bem fixado no martelo;

d) Alicates nunca devem ser usados como martelos ou chaves. Seus cabos devem estar protegidos com material isolante, quando para uso em eletricidade;

e) Chaves Estrela e de Boca não devem ter deformações nas aberturas e devem ajustar-se perfeitamente no parafuso ou porca a ser acionado. Nunca prolongar a chave com um cano;

f) Chave Inglesa e Grifo devem ser ajustadas e nunca prolongar os cabos com canos. Devem girar, sempre no sentido em que aprisionam a peça.

g) Ferramentas Portáteis Elétricas

PROFISSÃO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO



O técnico de Segurança do Trabalho pode ser considerado como o " Anjo da Guarda" de qualquer empresa. Esse profissional está presente nos mais variados segmentos do mercado de trabalho, atuando principalmente na prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais, através da realização de programas de prevenção de riscos ambientais; realização de treinamentos ( como importância do uso de EPI'S e EPC'S e a importância de seu uso) , cursos e eventos de divulgação das normas de Segurança e Saúde do Trabalho. Além d, é responsável pela execução  de inspeções, recomendações e, quando necessário, auditorias técnicas. Também deve realizar estudos, avaliações e inspeções das condições de trabalho, quanto aos aspectos de segurança, meio ambiente e saúde. 
Apesar de ser considerado o "Chato" da empresa, a importância deste profissional tem crescido muito, pois cada vez mais as empresas tem se conscientizado que é muito mais vantajoso prevenir um acidente do que arcar com os custos de um acidente dentro do ambiente de trabalho.